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18.09.09 | Câmara debate energias renováveis nos preparativos para a Copa 2014

AIEEE

 

O setor energético é o responsável pela maior parte da emissão dos gases do efeito estufa no mundo e, para mostrar alternativas ao modelo atual, dependente do petróleo, o engenheiro Ricardo Lacerda Baitelo do Greenpeace, participou da reunião extraordinária na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal do Rio Grande do Sul, 16 de setembro.

O projeto [R]evolução energética destaca a necessidade da produção e do consumo de energias renováveis, além da diversificação da matriz energética e da desvinculação de crescimento econômico do consumo. Para isso, Baitelo reitera que o compromisso deve ser geral, sendo essenciais a conscientização do cidadão tanto quanto o apoio do governo em incentivar o desenvolvimento destas tecnologias para torná-las acessíveis à população, expandindo o seu uso.

"Investir no futuro é investir em eficiência energética", disse. O Brasil tem um imenso potencial para investir em tecnologias limpas, como a eólica e a solar. Com apenas 5% do potencial de energia solar já se supriria a demanda do país, explica Baitelo que também aponta que, em ambos processos, o combustível está livre na natureza e o impacto de instalação é muito pequeno em relação às hidrelétricas e às usinas de energia nuclear, assim como o custo de manutenção e o risco de acidentes são mínimos.

A exploração da energia solar é defendida pelo engenheiro como a mais benéfica devido à redução das emissões de gases do efeito estufa e a descentralização que ela possibilita, inclusive, para beneficiar cerca de seis milhões de pessoas, segundo informou, que não têm acesso à rede elétrica.

O vice-presidente da Cosmam, vereador Beto Moesch, lembrou que em Porto Alegre, ainda não foi regulamentada a lei que determina um Programa de Incentivos ao Uso de Energia Solar nas Edificações, aprovada ainda em 2007. "Vou encaminhar pedido de informação ao Executivo para saber como anda o trabalho da comissão formada para fazer a regulamentação da lei, soube que se reuniu três vezes", destacou Moesch.

Movimento por uma Copa Sustentável

Consumo racional e a questão dos incentivos governamentais também ganharam destaque na fala de Baitelo. Ele contou que, no Brasil, o desperdício alcança R$ 10 bilhões ao ano, que a cada quatro reais, um real é pago referente a algum tipo de desperdício, como deixar a tevê ligada na sala sozinha, lâmpadas acesas em salas vazias, stand by de tevês, microondas, computador, dentre outros eletrônicos. "A resistência cultural é grande, mas é preciso mudar os comportamentos. São gestos pequenos que culminam na salvação da vida na Terra", completou Tânia Pires, coordenadora local do Greenpeace.

Há pelo menos sete projetos de lei tramitando no Congresso Nacional que visam promover incentivos ao uso de energias renováveis. Ao que Baitelo ressalta a importância da agilidade na aprovação e regulamentação de políticas públicas. Também em tempos de preparativos para a Copa em 2014, os ativistas lembram que esta é uma oportunidade para se realizar obras sustentáveis, com racionalização de energia. "Já soube que o projeto do Beira Rio inclui energia solar para o aquecimento do vestiário e coleta de água da chuva para atender demanda de no mínimo 10% do campo", adiantou Moesch.

Fonte: EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.