O meio ambiente entrou de vez na agenda mundial. Tema obrigatório no planejamento de dirigentes de empresas e em discursos das autoridades, o cuidado com a natureza subiu de status graças à pressão popular dos últimos anos e às mudanças climáticas visíveis no planeta. A questão que se coloca para o presidente que assumirá o país em 2011 e para a sociedade é como conciliar a necessidade de crescimento econômico com a preservação e como produzir mais e criar postos de trabalho com a exigência de conservar os recursos naturais.
Para o professor da Fundação Dom Cabral (FDC), Cláudio Boechat, a questão não é como. "Na verdade, vamos ter crescimento econômico por causa da preservação ambiental", disse ele, que faz parte do Centro de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da FDC. "O que vamos ver daqui para frente é a expansão de toda uma indústria voltada para a produção de energia limpa."
É o caso, por exemplo, da produção de álcool. "Os investidores, ao mesmo tempo que preservam, sequestram carbono, poluem menos, também desenvolvem seus negócios, criam empregos e geram renda", explicou ele. Outro exemplo são as células solares para aquecedores ou para painéis. "Há uma demanda crescente por esse tipo de produto. Portanto, teremos que ter indústria produzindo esse tipo de equipamento."
Correio Braziliense
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