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12.01.10 | Brasil prevê US$ 166 bi para cortar CO2

Sem contar os gastos com a redução do ritmo do desmatamento do cerrado, o governo estima em US$ 166 bilhões o custo, em dez anos, para cortar as emissões de gases-estufa no Brasil entre 36% e 39% do volume estimado para 2020. O custo aproximado para tirar do papel as metas propostas em novembro equivale a apenas um ano do financiamento necessário para combater a mudança climática no mundo, o qual deve vir de um fundo global.

O Brasil apoia o fundo e o vê como único resultado viável da conferência do clima em Copenhague. O número foi apresentado pela ministra Dilma Rousseff. Ela insistiu que o Brasil espera contar com financiamento externo para reduzir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.


Conta salgada

As metas consumiriam, por ano, mais da metade do dinheiro arrecadado com impostos e destinados aos investimentos públicos, caso tivessem de ser bancadas com o Orçamento da União. Atualmente, a conta das ações de mitigação é paga com dinheiro público, de linhas de financiamento oficiais, e a participação da iniciativa privada. "A gente quer linha de financiamento, recursos internacionais", defendeu a ministra.

Na contabilidade apresentada, o maior peso -quase 80%- recai sobre a construção de usinas hidrelétricas, estímulo ao uso de biocombustíveis e medidas de eficiência energética. A área de energia responde por menos da quinta parte da meta de corte das emissões brasileiras em cerca de 1 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa até 2020.

Folha de S. Paulo